Por muitas vezes fico me perguntando sobre o que eu poderia fazer para poder tornar melhor tudo aquilo que me cerca, como deveria agir, o que deveria ser feito em tal situação, tentando assim evoluir como ser humano (!) e garantir uma melhor existência (!!) por aqui. O problema surge logo assim que eu tomo consciência do mundo externo e começo a simplesmente existir e me tornar uma parte integrante dele de fato. Parece que realmente não há nada nele feito para mim, ou não da forma que eu penso que poderia ser, deveria funcionar e deveria ser implementado. Parece que nada que se forma diante de meus olhos, ou que ressoe sobre meus ouvidos possa ser realmente interessante e harmonioso, segundo o meu ponto de vista. Todos os sinais que são captados pela minha mente, não importa quando, aonde e como parecem me agredir de alguma forma, como se afirmassem o quanto sou inapto a viver neste mundo e o quão efêmera é a nossa existência. Se parar para refletir, será que realmente há sentido algum tendo que suportar tanta pressão e me multilar internamente somente para, de um modo geral, garantir minha reles sobrevivência neste mundo e assim perpetuá-la até que o meu corpo definhe de vez? Será que as vitórias, virtudes, aprendizado e prazeres que você adquiriu ou vivenciou ao longo de sua vida realmente compensam todos os momentos de dor, angústia e frustação que tanto me aflingiram e me fizeram agonizar a ponto de quase explodir e perder totalmente os últimos laços de sanidade que me restam? Será que realmente há sentido em tentar evoluir mentalmente e emocionalmente quando o mundo onde vivo acaba por me causar infindas frustações e inúmeras dores, oriundas das mais diversas naturezas? Como já disse várias vezes no passado, realmente, não pertenço a esse mundo... e prefiro jamais pertencer. If I can't be my own, I'd feel better dead.
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