Sob o vasto círculo de estrelas cadentes
E secretos cânticos perpetuados ao léu,
Chega o crepúsculo em seu reluzente véu,
Iluminando os leitos dos mares dormentes;
Painel fulgurante de holocausto etéreo
Sob denso vapor da poeira avermelhada;
Fúria pestilenta da criatura alada
Ecoando lamentos por negros cemitérios;
Sob o débil ressoar das sinetas obscuras,
E as horríveis sentenças de vãs escrituras,
Ressurgem as quimeras de suas covas blasfemas;
Dos profundos umbrais de atroz insanidade,
Dos ocos monólitos onde hão a verdade,
Erguem os arcanjos em sua cólera extrema.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Rios que fluem em correnteza inacabável,
Astros que fulguram em negrume celestial;
Sombras que dançam em cadência abominável,
Terras que estremecem em tormenta infernal;
Abismos que engolem matéria flamejante,
Almas que imergem nas dimensões esquecidas;
Mares que rastejam em cólera tremulante,
Raios que dilaceram nuvens emputrecidas;
Sob esse painel de terror personificado
Faz-se a agonia de criaturas dementes;
Lúgubre lamento pelo vento perpetuado
Preenchendo os vazios das planícies ardentes;
Sob essa náusea que paira na atmosfera
Cintilam os esqueletos em sua pestilência;
Tristeza e desolação formam a quimera
Do eterno silêncio num mundo em dormência.
Astros que fulguram em negrume celestial;
Sombras que dançam em cadência abominável,
Terras que estremecem em tormenta infernal;
Abismos que engolem matéria flamejante,
Almas que imergem nas dimensões esquecidas;
Mares que rastejam em cólera tremulante,
Raios que dilaceram nuvens emputrecidas;
Sob esse painel de terror personificado
Faz-se a agonia de criaturas dementes;
Lúgubre lamento pelo vento perpetuado
Preenchendo os vazios das planícies ardentes;
Sob essa náusea que paira na atmosfera
Cintilam os esqueletos em sua pestilência;
Tristeza e desolação formam a quimera
Do eterno silêncio num mundo em dormência.
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