Rios que fluem em correnteza inacabável,
Astros que fulguram em negrume celestial;
Sombras que dançam em cadência abominável,
Terras que estremecem em tormenta infernal;
Abismos que engolem matéria flamejante,
Almas que imergem nas dimensões esquecidas;
Mares que rastejam em cólera tremulante,
Raios que dilaceram nuvens emputrecidas;
Sob esse painel de terror personificado
Faz-se a agonia de criaturas dementes;
Lúgubre lamento pelo vento perpetuado
Preenchendo os vazios das planícies ardentes;
Sob essa náusea que paira na atmosfera
Cintilam os esqueletos em sua pestilência;
Tristeza e desolação formam a quimera
Do eterno silêncio num mundo em dormência.
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