Sabe, gostaria de escrever algo que fosse realmente significativo e impactante. Algo que fosse capaz de marcar a memória de alguém como ferro quente e deixar impresso sua marca por um longo período, deixando a pessoa instigada com isso, deixando-a atônita, ensandecida e fascinada. Mas eu acho que sou egocêntrico e paradoxo demais para tal, e não consigo tirar o foco do meu eu interior, embora esse eu interior esteja totalmente suprimido e escondido atrás de uma densa parede de metáforas e imagens meticulosamente construídas (nem tanto, mas algumas vezes sim). Tudo soa como um estranho paradoxo, que nenhum compositor seria capaz de concretizar de forma tão perspicaz como é de fato. Não sei, e nem gostaria de criar algo 'universal', que fosse capaz da compreensão de todos e que pudesse ser incorporada facilmente e naturalmente a sua personalidade, mas sim de algo que realmente fosse capaz de dilatar os seus olhos, caisar arrepios, náuseas, ou algum misto de repulsa com fascínio, além de te deixar atordoado e lhe fazer questionar sobre a veracidade do mundo que lhe rodeia, assim como todos os conceitos que você adquiriu ao longo de sua vida. Isso sim, me soa muito atrativo, mas infelizmente me sinto muito incapaz de alcançar tal meta. Talvez com tempo, experiência, novos conhecimentos esse talento floresça dentro de mim e alcance tal nível, porém ainda me sinto preso diante dessa barreira de paradoxos, antíteses e oxímoros que arquitetam o meu eu. E talvez, nunca consiga (ou queira, de verdade) transpô-la um dia.
SickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSickSick
sexta-feira, 29 de junho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Descobri que, ao dormir durante o dia (me refiro aos horários não-tradicionais de sono, ou seja, ir dormir após o sol nascer), parece que o meu inconsciente adquire uma nova roupagem e adentra por um outro nível de percepção e funcionamento. Todas as vezes que dormi nessas circunstâncias, eu notei que minha mente ficava muito aguçada e minha consciência experimentava outros campos, bem mais profundos do que os usuais, que eu já considero profundos o bastante, se comparar com a média. Sim, afirmo que isso não me é uma experiência totalmente desconhecida, mas a cada vez que eu a experimento, ela me surpreende mais e mais. Hoje, sem dúvidas, foi a mais marcante delas, ao menos a que me pareceu mais clara e concreta, apesar de toda a sua obscuridade e abstração. Me lembro claramente de uma espécie de tecido verde-água, parecendo razoavelmente leve, nem macio, nem áspero, mas bastante maleável. De alguma forma, ele se apresentava em minha frente, como se fosse a representação de algo que fazia todo o sentido no sonho, mas depois que acabei me "desconectando" dele acabou por se desfazer todo o feitiço e o fascínio que existia naquela imagem e sua simbologia. Depois de estar mais ou menos consciente, fiz um esforço tremendo para tentar recuperá-los, mas em vão. Só consegui reter a imagem do tal tecido (se é que era um tecido, de fato), sua cor e sua aparente textura. Talvez a única coisa que ainda consegui puxar pela memória do meu sonho (?) foi uma poesia incompleta que tentava escrever, na qual ela fluía incrivelmente solta e espontânea, onde tal imagem ajudava a complementar o sentido por trás de seus versos.
Lembro-me também de tentar relembrar tais versos desesperadamente, visando escrevê-los em algum lugar e assim ser capaz de analizar melhor a capacidade criativa de meu inconsciente, em sua forma mais crua e autêntica.
Além disso, não me recordo de muito mais... talvez alguma idéia, cor, letra, ou uma voz aleatória, mas nada que pudesse ser decodificado ou fosse real o bastante para ser abstrato (?!). Com um pouco mais de clareza (mas muito pouca, ainda assim) de um céu (ou uma parede, muro, enfim, era aquilo que se apresentava diante de meus olhos, como plano de fundo do local) amarelo-desbotado, bem pálido e desolado, como algo vago, triste e distante, o que levava ao ambiente um certo tom de leve, mas saudável melancolia, parecida com a que temos num fim de tarde ou algo de não muita importância que se perdeu para sempre.
Posso dizer também que, desde que despertei por volta de 3 da tarde (ou um pouco antes, pois não conseguia ler o rádio-relógio por alguns instantes) me sinto estranhamento anestesiado. Parece uma mistura curiosa de disfunção cognitiva com um relaxamento violento, que se entrelaçaram e afogaram o meu eu interior dentro do meu próprio corpo, fazendo-me sentir tão lesado a ponto de estar com todas as habilidades motoras, lógicas e coordenadoras levemente debilitadas (mais do que elas já são, por natureza). Por isso, está me custando um pouco a executar certas tarefas ou elaborar raciocínios de um modo geral, embora eles nunca estivessem mais claros e funcionais. Talvez isso soe paradoxo (talvez... pff, ainda perguntas, cara pálida?), mas é a definição mais sincera que consegui imaginar. E eu falo sério, apesar da atual debilidade.
Acho que é tudo de que me recordo agora. Talvez (muito provavelmente, aliás) deva-me lembrar de mais alguma coisa, de importância não muito relevante, mas ainda assim enriquecedora sobre tal "experiência" daqui a alguns instantes, ou horas, ou nos próximos dias, especialmente depois de ter uma noite de sono mais convencional, digamos assim. Porém, não consigo não me sentir intrigado por tudo que se passou hoje, no mundo de minha mente, assim como algumas outras experiências semelhantes em outras vezes. Sinto como se tivesse a obrigação de explorar tudo que existe (ou for capaz de existir) nas mais sórdidas profundezas mentais, como se espremesse o fruto até retirar a última gota de seu caldo e assim fazer o melhor suco que já bebeu em sua (miserável) vida. Sinto isso, e sei que eu o farei em situações futuras. Só resta aguardar agora. :)
ps.: isso é que dá uma noite em claro, lendo a torre negra em inglês, numa madrugada de um dia 27.... e acompanhada de experiências com idoser! hihihihihi 8D
Lembro-me também de tentar relembrar tais versos desesperadamente, visando escrevê-los em algum lugar e assim ser capaz de analizar melhor a capacidade criativa de meu inconsciente, em sua forma mais crua e autêntica.
Além disso, não me recordo de muito mais... talvez alguma idéia, cor, letra, ou uma voz aleatória, mas nada que pudesse ser decodificado ou fosse real o bastante para ser abstrato (?!). Com um pouco mais de clareza (mas muito pouca, ainda assim) de um céu (ou uma parede, muro, enfim, era aquilo que se apresentava diante de meus olhos, como plano de fundo do local) amarelo-desbotado, bem pálido e desolado, como algo vago, triste e distante, o que levava ao ambiente um certo tom de leve, mas saudável melancolia, parecida com a que temos num fim de tarde ou algo de não muita importância que se perdeu para sempre.
Posso dizer também que, desde que despertei por volta de 3 da tarde (ou um pouco antes, pois não conseguia ler o rádio-relógio por alguns instantes) me sinto estranhamento anestesiado. Parece uma mistura curiosa de disfunção cognitiva com um relaxamento violento, que se entrelaçaram e afogaram o meu eu interior dentro do meu próprio corpo, fazendo-me sentir tão lesado a ponto de estar com todas as habilidades motoras, lógicas e coordenadoras levemente debilitadas (mais do que elas já são, por natureza). Por isso, está me custando um pouco a executar certas tarefas ou elaborar raciocínios de um modo geral, embora eles nunca estivessem mais claros e funcionais. Talvez isso soe paradoxo (talvez... pff, ainda perguntas, cara pálida?), mas é a definição mais sincera que consegui imaginar. E eu falo sério, apesar da atual debilidade.
Acho que é tudo de que me recordo agora. Talvez (muito provavelmente, aliás) deva-me lembrar de mais alguma coisa, de importância não muito relevante, mas ainda assim enriquecedora sobre tal "experiência" daqui a alguns instantes, ou horas, ou nos próximos dias, especialmente depois de ter uma noite de sono mais convencional, digamos assim. Porém, não consigo não me sentir intrigado por tudo que se passou hoje, no mundo de minha mente, assim como algumas outras experiências semelhantes em outras vezes. Sinto como se tivesse a obrigação de explorar tudo que existe (ou for capaz de existir) nas mais sórdidas profundezas mentais, como se espremesse o fruto até retirar a última gota de seu caldo e assim fazer o melhor suco que já bebeu em sua (miserável) vida. Sinto isso, e sei que eu o farei em situações futuras. Só resta aguardar agora. :)
ps.: isso é que dá uma noite em claro, lendo a torre negra em inglês, numa madrugada de um dia 27.... e acompanhada de experiências com idoser! hihihihihi 8D
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Por muitas vezes fico me perguntando sobre o que eu poderia fazer para poder tornar melhor tudo aquilo que me cerca, como deveria agir, o que deveria ser feito em tal situação, tentando assim evoluir como ser humano (!) e garantir uma melhor existência (!!) por aqui. O problema surge logo assim que eu tomo consciência do mundo externo e começo a simplesmente existir e me tornar uma parte integrante dele de fato. Parece que realmente não há nada nele feito para mim, ou não da forma que eu penso que poderia ser, deveria funcionar e deveria ser implementado. Parece que nada que se forma diante de meus olhos, ou que ressoe sobre meus ouvidos possa ser realmente interessante e harmonioso, segundo o meu ponto de vista. Todos os sinais que são captados pela minha mente, não importa quando, aonde e como parecem me agredir de alguma forma, como se afirmassem o quanto sou inapto a viver neste mundo e o quão efêmera é a nossa existência. Se parar para refletir, será que realmente há sentido algum tendo que suportar tanta pressão e me multilar internamente somente para, de um modo geral, garantir minha reles sobrevivência neste mundo e assim perpetuá-la até que o meu corpo definhe de vez? Será que as vitórias, virtudes, aprendizado e prazeres que você adquiriu ou vivenciou ao longo de sua vida realmente compensam todos os momentos de dor, angústia e frustação que tanto me aflingiram e me fizeram agonizar a ponto de quase explodir e perder totalmente os últimos laços de sanidade que me restam? Será que realmente há sentido em tentar evoluir mentalmente e emocionalmente quando o mundo onde vivo acaba por me causar infindas frustações e inúmeras dores, oriundas das mais diversas naturezas? Como já disse várias vezes no passado, realmente, não pertenço a esse mundo... e prefiro jamais pertencer. If I can't be my own, I'd feel better dead.
sábado, 9 de junho de 2007
Neste momento, encontro-me num estado latente de letargia, completamente anestesiado em relação à tudo, imerso nas profundezas do meu próprio ser, se deixando levar pelas correntezas invisíveis da inércia na qual eu, como todo corpo presente no universo agora, está submetido. Meu corpo está pesado, minha mente nao consegue fazer relações e conexões da mesma forma que costuma, não sinto mais os meus pés tocarem o chão, como se o meu interior estivesse sido drenado ou absorvido, de alguma forma. Tudo parece-me distante e vagal, suas formas não me parecem previamente definidas e inteligíveis como antes, é como se tudo fosse etéreo e surreal demais para ser tocado e palpável, aos meus sentidos. Agora, neste momento, não consigo definir mais o que deveria fazer, e mesmo se conseguisse, não teria forças para concretizá-la. Talvez o que eu mais deseje, de verdade, seja afogar-me nesse oceano escuro e etéreo de sensações indefiníveis e me perder infinitamente em suas profundezas, até o momento em que rompa as últimas barreiras limítrofes da existência e as ultimas forças extinguam-se por completo.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Apenas um grande vazio e a mais sombria desolação se propagam diante de olho há muito desfocados, perdidos dentro de um solitário confinamento que habita nas profundezas de uma alma que há muito deixou de vibrar. Não há mais nada que pode lhe aquecer seu coração há muito congelado pulsar de novo com o mesmo vigor de outrora, devido à tão imersa letargia em que ele se encontra no momento. Nada mais do que uma triste caricatura de algo que um dia possuiu uma forma definida, um dia possuiu energia e não se trancafiava no frágil relento de sua cela fria e úmida. Lágrimas que um dia escorreram ao longo de sua face até derramar seu conteúdo no chão, mas agora nada mais fazem pois suas fontes secaram há tempos já esquecidos. Então, predomina apenas um ser agonizante, perdido nas mais insanas angústias que assolam um ser coberto pelos lençois do desespero, buscando uma fuga para tudo que lhe aflinge e faz sangrar sua pobre alma. Parece mesmo que não há mais conforto para a sua abismável tristeza, e que agora não existe mais nenhum fragmento de esperança possível de ser encontrado nesse vasto deserto da existência. Apenas resta-lhe aguardar pelos sórdidos vendavais outonais, que não tardarão a chegar. Apenas resta-lhe aguardar pelas plácidas madrugadas frias, que haverão de revestir seu corpo com a veste convalescente da decadência. Apenas resta-lhe aguardar o momento em que aquele relógio complete o seu último ciclo, finalizando por fim uma missão que nunca, sob hipótese alguma, deveria ter se iniciado. Apenas resta-lhe aguardar pelo extinguir da última chama acesa do espírito, até que tudo se consuma na mais negra escuridão do vazio.
sábado, 2 de junho de 2007
Sei que isso pode (e vai) causar uma impressão de estranhamento e repúdio a várias pessoas, mas não posso deixar de considerar o quanto me sinto atraído e maravilhado por tudo que me parece errado, insano, doentio, repulsivo e qualquer outro adjetivo que não me vem a mente nesse momento. É como se, de alguma forma, eu enxergasse o reflexo daquilo que há no meu interior, atingindo o que habita nas profundezas adormecidas da minha mente e trazendo-o a tona, florescendo dentro de mim uma série de sensações na qual se destaca uma sardônica alegria junto a formas estranhas de prazer, satisfação e encantamento. Desde cedo me senti encantado por várias coisas e pensamentos que nunca ocorriam de passar na mente da maioria das pessoas, e que se ocorresse, nada mais causaria do que estranhamento e total incompreensão sobre o intuito de tudo aquilo, deixando-as com raiva, ou com medo, ou simplesmente confusas. Tudo o que me soa pertubador, intrigante, dissonante, insano, etc. representa de certa forma uma quebra com os valores tradicionais de estética, pensamento e representação, como se buscasse no poder da imaginação e nos mais profundos recantos inconscientes uma transcendência à normalidade e ao tédio abominável do terreno mundano que nos cerca, no qual somos tão inutilmente limitados.
Portanto, isso acaba sendo, ao meus olhos, uma forma de buscar um rompimento dos vínculos que existem e os vínculos que criamos neste mundo, procurando uma nova visão e representação deste mesmo mundo através do poder da imaginação e dos mais sombrios sentimentos que pairam em nosso interior mas que infelizmente somos obrigados a sufocá-los, para que não assustemos os outros e assim gerar discussões e controvérsias (algo que já é comum se tratando de mim) ou porque não podemos simplesmente pô-los em prática como gostaríamos. E isso me soa muito mais interessante e admirável do que a repetição de velhos clichês e representações belas, mas ordinárias de tão óbvias e que não me despertam mais do que indiferença e tédio.
Por isso eu digo que a doença, a loucura, a psicopatia, a soturnidade, o complexo, o incompreensível, o inacessível, o surreal, o transcendental o proibido, o repulsivo me são tão atrativos, pois eles são para mim a mais pura tentativa de romper com os padrões insípidos e enfadonhos da realidade e de tudo que é considerado correto pelo tão famoso "senso comum", através dos desejos e pensamentos mais sórdidos e obscuros que adormecem em nossa mente, mas que poucos são os que conseguem despertá-los e compreendê-los a ponto de deixar que ele se desenvolva e tenha uma vida própria, incorporando-se assim ao seu estilo de vida e forma de pensar e buscar assim um "algo a mais" que se mostra initieligível a mentes comuns.
Ponto final.
ps.: "soturnidade" existe? se não existe, foda-se também u_u
Portanto, isso acaba sendo, ao meus olhos, uma forma de buscar um rompimento dos vínculos que existem e os vínculos que criamos neste mundo, procurando uma nova visão e representação deste mesmo mundo através do poder da imaginação e dos mais sombrios sentimentos que pairam em nosso interior mas que infelizmente somos obrigados a sufocá-los, para que não assustemos os outros e assim gerar discussões e controvérsias (algo que já é comum se tratando de mim) ou porque não podemos simplesmente pô-los em prática como gostaríamos. E isso me soa muito mais interessante e admirável do que a repetição de velhos clichês e representações belas, mas ordinárias de tão óbvias e que não me despertam mais do que indiferença e tédio.
Por isso eu digo que a doença, a loucura, a psicopatia, a soturnidade, o complexo, o incompreensível, o inacessível, o surreal, o transcendental o proibido, o repulsivo me são tão atrativos, pois eles são para mim a mais pura tentativa de romper com os padrões insípidos e enfadonhos da realidade e de tudo que é considerado correto pelo tão famoso "senso comum", através dos desejos e pensamentos mais sórdidos e obscuros que adormecem em nossa mente, mas que poucos são os que conseguem despertá-los e compreendê-los a ponto de deixar que ele se desenvolva e tenha uma vida própria, incorporando-se assim ao seu estilo de vida e forma de pensar e buscar assim um "algo a mais" que se mostra initieligível a mentes comuns.
Ponto final.
ps.: "soturnidade" existe? se não existe, foda-se também u_u
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