quarta-feira, 27 de junho de 2007

Descobri que, ao dormir durante o dia (me refiro aos horários não-tradicionais de sono, ou seja, ir dormir após o sol nascer), parece que o meu inconsciente adquire uma nova roupagem e adentra por um outro nível de percepção e funcionamento. Todas as vezes que dormi nessas circunstâncias, eu notei que minha mente ficava muito aguçada e minha consciência experimentava outros campos, bem mais profundos do que os usuais, que eu já considero profundos o bastante, se comparar com a média. Sim, afirmo que isso não me é uma experiência totalmente desconhecida, mas a cada vez que eu a experimento, ela me surpreende mais e mais. Hoje, sem dúvidas, foi a mais marcante delas, ao menos a que me pareceu mais clara e concreta, apesar de toda a sua obscuridade e abstração. Me lembro claramente de uma espécie de tecido verde-água, parecendo razoavelmente leve, nem macio, nem áspero, mas bastante maleável. De alguma forma, ele se apresentava em minha frente, como se fosse a representação de algo que fazia todo o sentido no sonho, mas depois que acabei me "desconectando" dele acabou por se desfazer todo o feitiço e o fascínio que existia naquela imagem e sua simbologia. Depois de estar mais ou menos consciente, fiz um esforço tremendo para tentar recuperá-los, mas em vão. Só consegui reter a imagem do tal tecido (se é que era um tecido, de fato), sua cor e sua aparente textura. Talvez a única coisa que ainda consegui puxar pela memória do meu sonho (?) foi uma poesia incompleta que tentava escrever, na qual ela fluía incrivelmente solta e espontânea, onde tal imagem ajudava a complementar o sentido por trás de seus versos.

Lembro-me também de tentar relembrar tais versos desesperadamente, visando escrevê-los em algum lugar e assim ser capaz de analizar melhor a capacidade criativa de meu inconsciente, em sua forma mais crua e autêntica.
Além disso, não me recordo de muito mais... talvez alguma idéia, cor, letra, ou uma voz aleatória, mas nada que pudesse ser decodificado ou fosse real o bastante para ser abstrato (?!). Com um pouco mais de clareza (mas muito pouca, ainda assim) de um céu (ou uma parede, muro, enfim, era aquilo que se apresentava diante de meus olhos, como plano de fundo do local) amarelo-desbotado, bem pálido e desolado, como algo vago, triste e distante, o que levava ao ambiente um certo tom de leve, mas saudável melancolia, parecida com a que temos num fim de tarde ou algo de não muita importância que se perdeu para sempre.

Posso dizer também que, desde que despertei por volta de 3 da tarde (ou um pouco antes, pois não conseguia ler o rádio-relógio por alguns instantes) me sinto estranhamento anestesiado. Parece uma mistura curiosa de disfunção cognitiva com um relaxamento violento, que se entrelaçaram e afogaram o meu eu interior dentro do meu próprio corpo, fazendo-me sentir tão lesado a ponto de estar com todas as habilidades motoras, lógicas e coordenadoras levemente debilitadas (mais do que elas já são, por natureza). Por isso, está me custando um pouco a executar certas tarefas ou elaborar raciocínios de um modo geral, embora eles nunca estivessem mais claros e funcionais. Talvez isso soe paradoxo (talvez... pff, ainda perguntas, cara pálida?), mas é a definição mais sincera que consegui imaginar. E eu falo sério, apesar da atual debilidade.

Acho que é tudo de que me recordo agora. Talvez (muito provavelmente, aliás) deva-me lembrar de mais alguma coisa, de importância não muito relevante, mas ainda assim enriquecedora sobre tal "experiência" daqui a alguns instantes, ou horas, ou nos próximos dias, especialmente depois de ter uma noite de sono mais convencional, digamos assim. Porém, não consigo não me sentir intrigado por tudo que se passou hoje, no mundo de minha mente, assim como algumas outras experiências semelhantes em outras vezes. Sinto como se tivesse a obrigação de explorar tudo que existe (ou for capaz de existir) nas mais sórdidas profundezas mentais, como se espremesse o fruto até retirar a última gota de seu caldo e assim fazer o melhor suco que já bebeu em sua (miserável) vida. Sinto isso, e sei que eu o farei em situações futuras. Só resta aguardar agora. :)



ps.: isso é que dá uma noite em claro, lendo a torre negra em inglês, numa madrugada de um dia 27.... e acompanhada de experiências com idoser! hihihihihi 8D

Um comentário:

lilium. disse...

8DDD

isso foi realmente bizarro o.o
o máximo que acontece comigo é eu começar a ver pontinhos luminosos demais e depois desmaiar xD

já ouvi as musiquinhas do i-doser .-.
e enquanto eu ouvia eu jogava wow *__*

8DD

;**

amo você.