Talvez eu esteja exagerando, mas tenho quase certeza que cadia dia que passa eu perco mais ainda o senso de realidade e do aqui-agora que ainda me restam. Fico tão imerso nesse mar de pensamentos, idéias, imagens, conjecturas, sentimentos, lembranças, planos futuros que mal consigo ter noção do que acontece ao meu redor... e as poucas vezes que eu presto atenção, serve para eu analisá-lo e poder assim fazer conjucturas sobre tal e guardá-lo na caixa de imagens que existe dentro da minha mente. Chego num ponto que mal consigo saber em que direção ir e onde eu realmente me situo, tudo parece turvo, distante e irral demais para mim, tudo parece tão fútil e vagal, até quando os meus sonhos e desejos se realizam de alguma forma, sinto-me como se fosse uma caixa surpresa que se abre diante de mim, e vejo que ela, na verdade, está vazia... ou então, a supresa é muito aquém do que eu esperava.
Não sei dizer para onde deveria seguir, o que deveria fazer, o que é certo e correto... só tenho certeza que eu estou tragando-me dentro do meu próprio abismo, abismo que eu mesmo cavei e construí com minhas próprias mãos ao longo de vários anos... e talvez eu não queira mais sair desse abismo, porque muito provavelmente será este o local no qual eu encontrarei a paz e tranqüilidade que esta mente tão inquieta e alma tão insaciável estejam tão necessitadas.
// Tristeza - Opiate Slopes
quarta-feira, 30 de maio de 2007
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Desde que acordei hoje, certos pensamentos e recordações vieram direto à minha mente, me envolvendo numa série de perguntas, questões pendentes, além de uma série de lembranças relacionadas à tais assuntos. Fico divagando (como sempre), imaginando como certas pessoas se comportam, como elas agem, pensam, expressão o que há em sua mente e em seu coração... enquanto eu fico a comparar o que há no meu, o que há dentro de mim e o que eu expresso. Claro, a conclusão não poderia ser diferente : eu definitivamente sou um ser extremamente frio, distante, reservado, melancólico, niilista, indiferente, frígido, seco, e qualquer outro adjetivo que pode ser inserido nesse contexto. É muito simples observar isso, basta ver como as pessoas se mostram efusivas, expressivas, irradiantes, sejam quanto estão alegres, quanto estão tristes, com raiva, com desespero, até mesmo quando estão indiferentes e se mostram alheias a tudo que os cerca naquele momento. Mesmo aquelas mais reservadas, ainda demonstram tais sentimentos e tudo o que se passa no interior delas de uma forma muito mais vigorosa e expressiva do que o maior sentimento que sou capaz de demonstrar publicamente, por mais que este me arrebata o coração no momento.
Posso dizer que não me importo em ser assim, acho que isso é uma característica minha e lutar contra isso só me fará sofrer ainda mais, além do que, isto seria uma luta em vão e sem vencedores... porém, se torna praticamente incompatível qualquer tipo de convivência ou relacionamento com alguma pessoa ou com o mundo exterior como o todo. Não sei explicar minuciosamente o que se passa dentro de mim e explicar o porquê de eu ser (ou ter me tornado) dessa forma, mas posso dizer que isso provém de um total desencanto e desalento em relação à tudo que me rodeia, praticamente tudo. Eu posso identificar, analisar e entender num grau muito maior do que a maioria das pessoas têm capacidade, consigo entender muitas coisas que estão nas entrelinhas, consigo também ver um modelo ou um sistema e identificar cada elemento constituinte, além do seu funcionamento como um todo... e considero tais observações e análises muito mais interessantes e enriquecedoras para mim do que ter de interagir diretamente com tudo isso, ou ser mais um de seus componentes, sem nenhuma sombra de dúvida.
Não sei apontar o que pode me ter feito dessa forma, ou mesmo dizer que simplesmente nasci assim e isso faz parte de minha personalidade, porque pode ser ambas as hipóteses ou um conjunto dessas duas e várias outras... porém, o fato é que, independente de qual seja a razão de ser assim, isso não irá apontar nenhuma suposta solução para o meu caso, não mesmo, porque... para mim, isso é simplesmente um caso sem cura e irreversível, não há nada que me faria mudar de referencial quanto à isso e não há nenhum ser adormecido dentro de mim que um dia possa despertar e mudar como um toque de mágica isso que eu sou. Isso não existe, não mesmo, portanto é inútil insistir ou ainda tocar no assunto.
Por todo o tempo que lembro de minha existência fui cobrado por ser de tal forma, por ser tão distante e distinto das outras crianças e pessoas da minha faixa etária, por eu pensar e gostar de coisas que ninguém mais gostava, pensava ou mesmo entendia e por isso não conseguir interagir e participar do mundo exterior como supostamente deveria... seja por falta de interesse da minha pessoa, seja por total incapacidade e inaptidão. Essa inaptidão só fez crescer e se tornar mais evidente ainda com o passar dos anos, a ponto de me distanciar totalmente de TUDO e TODOS, em praticamente TODOS os sentidos, sob QUALQUER referencial.
Simplesmente não consigo e não desejo possuir e adotar a maioria dos valores vagais e estúpidos que a maioria adotam para si e tentam impor a todos comoo único aceitável e correto, isso não possui o menor valor para mim e não me desperta outro sentimento senão repulsa e/ou descaso. Aliás, me parece que nada do que vejo usualmente é capaz de me despertar algo melhor do que o mero e vulgar... descaso. É tudo tão desinteressante, estúpido, vagal, efêmero e repulsivo aos meus olhos e minha mente, que é preferível evitá-los e ignorá-los do que um dia possui-los e fazer parte de tudo isso, porque tenho mais do que certeza que isso só me deixaria doente e pertubado, mais do que já me sinto agora.
Esse sentimento de descaso e repulsa para com tudo que me soa vulgar e desinteressante só faz aumentar a cada dia, ganhar um contorno mais amplo e me fazer buscar mais ainda o isolamento e distanciamento de tudo aquilo que me cerca e me aflinge de qualquer forma, tornando-me assim cada vez mais preso e imerso na bolha que eu mesmo criei, onde eu tenho tudo aquilo que eu gosto e possui algum significado para mim, funcionando como minha válvula de escape para toda essa aflição e repúdio desse mundo que (infelizmente) habito, aonde eu posso desfrutar de meus devaneios e interesses sem ser pertubado por toda essa náusea que me rodeia e me deixa cada vez mais doente.
Isso é errado? aos olhos da grande maioria, claro que é... afinal, eu sou jovem, perfeito, condição financeira razoável, logo, deveria me preocupar mais em me divertir e "aproveitar" a vida o máximo possível ao invés de me trancafiar em quatro paredes e escrever sandices numa folha de papel ou num blog virtual. Porém, a sandice e essa mórbida reclusão me são muito mais interessantes e muito menos nocivas do que toda esse entreternimento artificial e mar de falsidades que está lá fora, não há nada que me atraia. Por mais que me sinta mal nessa clausura, me sentiria ainda pior nesta suposta liberdade.
Enfim, é isso que eu sou e me torno cada vez mais a cada dia... um ser recluso, apático, praticamente desprovido de emoções e de expressão, totalmente alheio ao mesmo tempo que totalmente indiferente em relação ao universo em que ele vive. E como já foi dito, isso é um processo irreversível, sem nenhuma chance de ser consertado ou de mudar esse referencial para algum menos mórbido. Por fim, hoje só me resta trilhar essa jornada talvez infrutífera que provavelmente não me guiará para lugar nenhum até um suposto fim dela, se é que haverá um final para ela, como haveria então um ponto no qual o infinito teria o seu fim.
Posso dizer que não me importo em ser assim, acho que isso é uma característica minha e lutar contra isso só me fará sofrer ainda mais, além do que, isto seria uma luta em vão e sem vencedores... porém, se torna praticamente incompatível qualquer tipo de convivência ou relacionamento com alguma pessoa ou com o mundo exterior como o todo. Não sei explicar minuciosamente o que se passa dentro de mim e explicar o porquê de eu ser (ou ter me tornado) dessa forma, mas posso dizer que isso provém de um total desencanto e desalento em relação à tudo que me rodeia, praticamente tudo. Eu posso identificar, analisar e entender num grau muito maior do que a maioria das pessoas têm capacidade, consigo entender muitas coisas que estão nas entrelinhas, consigo também ver um modelo ou um sistema e identificar cada elemento constituinte, além do seu funcionamento como um todo... e considero tais observações e análises muito mais interessantes e enriquecedoras para mim do que ter de interagir diretamente com tudo isso, ou ser mais um de seus componentes, sem nenhuma sombra de dúvida.
Não sei apontar o que pode me ter feito dessa forma, ou mesmo dizer que simplesmente nasci assim e isso faz parte de minha personalidade, porque pode ser ambas as hipóteses ou um conjunto dessas duas e várias outras... porém, o fato é que, independente de qual seja a razão de ser assim, isso não irá apontar nenhuma suposta solução para o meu caso, não mesmo, porque... para mim, isso é simplesmente um caso sem cura e irreversível, não há nada que me faria mudar de referencial quanto à isso e não há nenhum ser adormecido dentro de mim que um dia possa despertar e mudar como um toque de mágica isso que eu sou. Isso não existe, não mesmo, portanto é inútil insistir ou ainda tocar no assunto.
Por todo o tempo que lembro de minha existência fui cobrado por ser de tal forma, por ser tão distante e distinto das outras crianças e pessoas da minha faixa etária, por eu pensar e gostar de coisas que ninguém mais gostava, pensava ou mesmo entendia e por isso não conseguir interagir e participar do mundo exterior como supostamente deveria... seja por falta de interesse da minha pessoa, seja por total incapacidade e inaptidão. Essa inaptidão só fez crescer e se tornar mais evidente ainda com o passar dos anos, a ponto de me distanciar totalmente de TUDO e TODOS, em praticamente TODOS os sentidos, sob QUALQUER referencial.
Simplesmente não consigo e não desejo possuir e adotar a maioria dos valores vagais e estúpidos que a maioria adotam para si e tentam impor a todos comoo único aceitável e correto, isso não possui o menor valor para mim e não me desperta outro sentimento senão repulsa e/ou descaso. Aliás, me parece que nada do que vejo usualmente é capaz de me despertar algo melhor do que o mero e vulgar... descaso. É tudo tão desinteressante, estúpido, vagal, efêmero e repulsivo aos meus olhos e minha mente, que é preferível evitá-los e ignorá-los do que um dia possui-los e fazer parte de tudo isso, porque tenho mais do que certeza que isso só me deixaria doente e pertubado, mais do que já me sinto agora.
Esse sentimento de descaso e repulsa para com tudo que me soa vulgar e desinteressante só faz aumentar a cada dia, ganhar um contorno mais amplo e me fazer buscar mais ainda o isolamento e distanciamento de tudo aquilo que me cerca e me aflinge de qualquer forma, tornando-me assim cada vez mais preso e imerso na bolha que eu mesmo criei, onde eu tenho tudo aquilo que eu gosto e possui algum significado para mim, funcionando como minha válvula de escape para toda essa aflição e repúdio desse mundo que (infelizmente) habito, aonde eu posso desfrutar de meus devaneios e interesses sem ser pertubado por toda essa náusea que me rodeia e me deixa cada vez mais doente.
Isso é errado? aos olhos da grande maioria, claro que é... afinal, eu sou jovem, perfeito, condição financeira razoável, logo, deveria me preocupar mais em me divertir e "aproveitar" a vida o máximo possível ao invés de me trancafiar em quatro paredes e escrever sandices numa folha de papel ou num blog virtual. Porém, a sandice e essa mórbida reclusão me são muito mais interessantes e muito menos nocivas do que toda esse entreternimento artificial e mar de falsidades que está lá fora, não há nada que me atraia. Por mais que me sinta mal nessa clausura, me sentiria ainda pior nesta suposta liberdade.
Enfim, é isso que eu sou e me torno cada vez mais a cada dia... um ser recluso, apático, praticamente desprovido de emoções e de expressão, totalmente alheio ao mesmo tempo que totalmente indiferente em relação ao universo em que ele vive. E como já foi dito, isso é um processo irreversível, sem nenhuma chance de ser consertado ou de mudar esse referencial para algum menos mórbido. Por fim, hoje só me resta trilhar essa jornada talvez infrutífera que provavelmente não me guiará para lugar nenhum até um suposto fim dela, se é que haverá um final para ela, como haveria então um ponto no qual o infinito teria o seu fim.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Andarilhando sem rumo por vias desertas, bucando uma compreensão daquilo que talvez nunca possa ser compreendido por uma mente tão limitada. Talvez seja apenas uma busca infrutífera, talvez seja apenas mais um surto de insanidade crescente de uma mente há muito violada... ou talvez seja apenas um desejo inquieto por um conhecimento e auto-satisfação que me faça seguir adiante, procurando respostas que nunca poderão ser alcançadas, e uma conquista que jamais poderá ser adquirida. Então, qual o sentido de tudo isso? Talvez não haja nenhum. Simples assim. Somente o infindo procurar de algo que não pode ser encontrado, como se fosse o alcançar de um ponto no infinito. E assim, relativo como tais definições, talvez seja essa chama contínua que funciona como combustível do nosso revestimento físico e como alimento para uma mente insaciável por um saber abstrato, quase que ilusório... mas que na sua própria abstração possui toda a sua concreticidade e toda a razão que possa ser compreendida... talvez muito mais do que isso, até.
// Anathema - Emotional Winter
// Anathema - Emotional Winter
quinta-feira, 24 de maio de 2007
O vazio que alimenta o ser, consumindo sua existência, afogando suas mágoas, lavando o veneno que pulsa nas suas veias, secando as lágrimas que mancham o rosto exausto, verbalizando o lamento que ecoa pelos ares, fragmentando a agonia cortante que se desprende da carne, entorpecendo a mente com suas dopaminas causticantes, transfigurando as imagens nas quais já foram arquivadas e perdidas, num ciclo interminável de miséria e indiferença que se entrelaçam em uma lasciva transa ... por fim, despersonificando assim aquilo que há muito deixou de ser personalizado e que por eternamente haverá de vagar indefinidamente buscando algo que jamais será encontrado, até que sua existência se consuma por completo... como todo ciclo há de um dia terminar e completar-se
// Destroyalldreamers - The Sky Was Glorious For A Moment
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